sábado, 10 de janeiro de 2009

Rotina


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Originally uploaded by compulsaodiaria.
Jaguar domesticado - meu gato
Abana o rabo,
Boceja enfado

Sem sedução,
Um vento velho nas janelas
Vaza - sem talvez - a presença de sim e não

Da noite vazia, restos na tarde de cochilos
Flagra fatal na ilusão
Calam-se os urros do ar em flâmulas imóveis

A vida vai
A curva vem
O sono dele em vão

O tempo parou
Vou?
Fui, acabou

6 comentários:

Marcos disse...

Vai e as más impressões, as inseguranças e medos evaporar-se-ão e, por 53 anos a felicidade será plena. Depois disso, tudo será lucro.

Fábio Terra disse...

A pedra foi mexida!!!!!

nydia bonetti disse...

Às vezes também me pego observando meu cão. Feliz... Não precebe a rotina, nem sabe dela. Apenas vive. Nós, vivemos como nossos bichos, quando por medo, não vamos. Ficamos. E só.
Que bom saber de alguém que foi...
bjs.

Ígor Andrade disse...

Uma cena!
A rotina tem outro significado nas tuas palavras.
Abração!

Guto Leite disse...

Béa, caríssima, tua voz cada vez com mais força, mais própria! Gosto por extenso dos primeiros versos e da imagem de um velho vento anódina jogando o acaso à janela! Beijos de muita arte!

Adriana disse...

Teu gato te leva, eleva. bonito poema!