Caça-se
Sibila a seta
Acerta o alvo
Busca-se a certeza do acerto
Sem se esperar o milagre.
Faz-se o caminho
Pedras não se nivelam sozinhas
A estrada não nasce
É construída no suor.
Pode ser forte e torpe
Reta, precisa, plana
À feição das mãos que traçam
Picada aberta em mata
Via larga com horizonte
Pinguela estreita sem fim
Avenida de quatro vias
Arte, trabalho e traço
Sem acaso
Não é presente o caminho
É obra e ciência
Labuta, sangue e foco
©Marcos Pontes

5 comentários:
Poema belo mas não seria possível sem a graça de Deus. Deus inspira, Marcos. E não permanece entre os que não trabalham. Transcenda, querido. Trancenda. Esqueceu da ação salvífica de Deus?
PARABENS!!! BELA PRODUÇÃO ARTISTICA. UMA HONRA LER SUA BRA. SUCESSO!!
Falou e disse, man! Gostei!
Bela poesia, bela Estrada!
Todos os seus poemas são belos, mas a "Estrada" com sua "pinguela" me lançou na minha infância. Parabéns! Uma observação (honrosa): Seus poemas me fez lembrar um pouco o estilo do poeta Soares Feitosa. Bjos
Inspirador! A estrada da vida mestre, com suas lutas diárias. "Labuta, sangue e FOCO"!! Vamos desbravando nossas estradas.
Parabéns!
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