sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Interlíngua

Ce suis je
sujeito
Je suis cela

Na floresta
Perdida
Je suis chat

Nesta flor está
Tudo e tanto
cuidado
que o contato

todo

num pulo
se perdeu
flor que resta

sou

detrito
abjeto objeto
moi, je crois

mar
estrela inquieta
sou isso

enigma
noite quente
lábil
cifra em suspense

entre

a língua e o mundo
-intersentida-
Sou toda narrativa

10 comentários:

couto.zegeraldo disse...

que maravilha, bea. talvez você ache suspeito eu dizer isso, mas a meu ver é o teu melhor poema. parabéns

zel disse...

Coincidência esse poema fala de flores, que tenho produzido em Fractais.
Brigadão pelo prazer de ler.

Guto Leite disse...

Acho dos melhores também, Béa. Não gostei da última estrofe... sinceramente esperei um desfecho que unisse algumas imagens de antes, mas não que seja isso, são várias as saídas, não sei... te vira com o filho! =) Antes do desfecho, porém, estava adorando a fusão das querências... beijo grande!

compulsão diária disse...

Zé, salve! Um prazer vc aqui. De verdade. Obrigada por acompanhar o processo. E por tudo mais! Este poema é seu.tutti baci.

Zel? Passavante?!! Será?! Claro que sim. Flores -Fractais para poetas. Que legal!!!Muito, muito obrigada pela visita surpresa! adorei. beijo grande.

Guto, meu querido, vc concorda com Zé? Sei! E eu que me vire com o filho que vc ...humm, diria, ajudou a nascer? Acho que não, Guto. Sozinha? Não. Vou pro email pedir socorro rsrs.

compulsão diária disse...

Posto este comentário deste poema lá no Overmundo. É de um amigo, além de poeta é artista plástico e pós-graduado em Pedagogia e mora na chapada dos Guimarães.
Vejam que lindo.

Oi sá menina. Lindo suas criações poéticas.
No meu linguajar caboclo tupiniquim também tento poetizar
interligando cismas e emoções que divagam na imensidão deste Planeta Terra.
****
Na floresta perdida.
Cismo. Que Flor é esta?
Flor que resta...
Até quando? Floresta...
Ayruman!
http://www.overmundo.com.br/perfis/ayruman

Minina disse...

ô mulé!

óia, eu assinei o feed do teu blog, mas sei lá, ñ tah chegando as mensagens sobre as atualizações!! sei lá, acho q sou meio burra pressas coisas, devo ter feito alguma coisa errada...

me ajuda!!!! rrsrrrs


bjoca!

Minina disse...

putz,

do caralho esse!!!

muito bom muito bom!

só achei q ele ñ acaba no último verso:

"Sou toda narrativa"

ñ sei, pq, tipo, pra mim esses dois versos:

"a língua e o mundo
-intersentida-"

falam bastante sobre esse lance d mil naturezas e sensibilidade, q explode em imagens durante todo o poema... então, pra mim, eles estão perfeitos. aliás, achei do caralho estes dois últimos versos, sei lá, pra mim eles sintetizam mta coisa do poema.

mas, como disse, me parece q ele ñ acaba em "Sou toda narrativa"...


enfim... rsrssrsr pitaco dado!!! rsrssrs

olha, te acho tão corajosa, sabia? estava pensando sobre isso hj d manhã.


bjocas,

téa!

compulsão diária disse...

Téa, minha linda, obrigada pela visita! E pela dica. Entendi. Vc acha que "sou toda narrativa" retira força do resto? Sei. Pensarei nisso.

RSrsFeed. têm sido minha compulsão. eu tb não entendo como eles funcionam. E olha eu tenho me esforçado, mas não saquei, sabia? Vamos combinar? A 1ª que conseguir compreender conta pra outra? Eita copisa difícil, ou fácil e eu que sou lerda. Adoro suas visitas e seu blog. Vc sabe! Hoje está um primor. beijos, Téa! Minina do (fe);))

Thulio Falcao disse...

muito bom seu blog e esse poema!

de onde vem a inspiração?

parabéns
:)

compulsão diária disse...

Thulio, obrigada pela visita e elogio. É trabalho, trabalho. Inspiração é trabalho também.;))