A fragilidade é sua arma,
Mulher covarde! Trôpega, arrasta
Cordão de imposturas, compaixão seqüestrada
Violenta, finge ser quebrada e pende a cabeça ao lado
Entorta para esticar o laço.
Invejosa, elogia e cala para brilhar.
Exige segredo para fazer chantagem
Estraga o solo, erva danosa com seu não saber calculado.
Nada consegue, mas tudo tem.
Vive às custas da impostura perversa
Cava seu buraco: Vem cá! Estende a mão para o abismo de sua voracidade
Fera acuada simula estar morta.
Nega um copo de café enquanto engasga na fonte
Inútil, sabota projetos para roer seus restos.
Seu olho atira injustiça congelada
Escondida, revela a farsa sem querer.
O tempo - melhor amigo da verdade –
Casado com a entrega e a amizade armou o bote.
Arrancada de si mesma, faz máscara de choro aguado
Lágrimas de raiva contida escorrem abjeção
Força a piedade sem culpa. Esmola na careta de súplica.
E eu? Nem vejo mais o estertor desse bicho de nojo.
Troquei a fechadura, soltei as crianças presas em sua teia,
Lavei as paredes, replantei o jardim, salvei as duas flores mais limpas
E preparo a primavera.