terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sem Fim



No sem fim de mim
O poema, em queda, desaparece
Na boca desta manhã inquieta.
Minha poesia desafia teu rito,
Enquanto meu verso espera teu ritmo

No sem fim do texto
Tua prosa circula misteriosa,
Meu pensamento desconfia,
Tua palavra vaga na minha frase.
Depois, brilha na tua fala clara

No sem fim de nós
O tempo traça a fenda,
Rasga a vida e explode o dia
Dentro do eu que resta
Perto do tu que és meu

*Imagem: Richard Serra at MoMA - Band (2006)

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Querida Bea,
a finitude quer-se sempre transcendente para potenciar as empatias que levam à transfiguração do ser conhecido e recapitulado.
Voltei, fui o réprobo, ainda Se recorda?
Agora assino com o nome num blogue com muitos Amigos:
http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/
Beijinhos

marilia disse...

bea,
teus poemas estão tão 10 que até tão me fazendo voltar a escrever!

*legal o réprobo de volta, né???


beijos, querida